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O Som das Letras nasceu para partilhar a minha grande paixão pelos livros. Apesar de já se ter tornado um blog para reflexões pessoais, o fundamento da sua existência é o gosto pela literatura.
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Todos nós temos uma fase mais rebelde, onde estamos mal com o mundo, todos são nossos inimigos, tudo é mau, tudo é negro ... e vestimo-nos de negro para nos sentirmos melhor, pelo menos é o que se pensa.
Ao ver umas fotos antigas, encontrei uma foto minha destes tempos. Está gira
.
Por acaso, esta foto foi tirada numa festa com uns amigos mas, lembro-me de andar assim todos os dias. A minha mãe até chgou a proibir-me de comprar roupa preta
Que coisa inadmissível!!!
Hoje, por razões profissionais, tive que mudar a minha postura ... ou melhor, a minha maneira de me vestir. Agora quem me vê é de verde ![]()
Conseguem ver as diferenças?
ANTES
DEPOIS
Passado estes anos, pareço um anjinho ![]()
R (erre)
"Com erre se diz rosa
Com erre se faz roxo
Erre de rocha: resistente.
Rumor de rio, rumor de rua;
Erre por vezes sem ruído.
(Erre de rico: que lembra
rapina garra concorrência
é o erre que tem por dentro
o tigre não a guitarra
erre de grr o de rico)
Com erre se diz rosto riso
Rapariga
Com erre se responde.
Rumor de ramo, rumor de remo
Erre por vezes sem ruído.
Com erre se resite."
Manuel Alegre, 12 de Janeiro de 1974
Estou a viver em Lisboa desde Outubro de 2006 e nunca tinha ido a uma casa de fados.
Na passada 6.ª feira surgiu a oportunidade e, claro, não faltei.
Para a despedida de mais uma colega de trabalho e de uma grande amiga que encontrei, lá foram 7 gatas pingadas rumo à Agega machado, uma casa típica portuguesam existente desde 1937, sita à Rua do Norte, em Lisboa.
Estava curiosa para saber como seria o espaço, a comida, o ambiente e, depois de poucos minutos, cheguei à simples conclusão que não conhecemos o que é nosso e que, acima de tudo, não se dá a verdadeira atenção e mérito ao que é português.
A Adega Machado tem um ambiente magnífico e recebe como ninguém. Desde ao porteiro (o sr.º Carlos), à senhora do bengaleira, às empregadas de mesa e aos convidados musicais, tudo é no maior requinte, sem deixar Portugal de lado.
A nível na animação há de tudo ou pouco: fado de Lisboa, fado de Coimbra, folclore ....
O mau é não se poder fumar mas, com uma noite agradável, até faz bem ir até à rua e por dois dedos de conversa com o sr. Carlos.
Para quem quiser conhecer melhor a Adega Machado dê uma vista de olhos na página web - www.adegamachado.web.pt - e não deixe de passar um serão tipicamente português.
Lenda das Lagoas das Sete Cidades
Em época recuada, existia, no lugar onde hoje fica a freguesia das Sete Cidades, um reino próspero e aí vivia uma princesa muito jovem, bela e bondosa, que crescia cada dia em tamanho, gentileza e formosura. A princesa adorava a vida campestre e frequentemente passeava pelos campos, deliciando-se com o murmurar das ribeiras ou com a beleza verdejante dos montes e vales.
Um dia, a princesa de lindos olhos azuis, durante o seu passeio, foi dar a um prado viçoso onde pastava um rebanho. À sombra da ramagem de uma árvore deparou com o pastor de olhos verdes. Falaram dos animais e de outras coisas simples, mas belas e ficaram logo apaixonados.
Nos dias e semanas seguintes encontraram-se sempre no mesmo local, à sombra da velha árvore e o amor foi crescendo de tal forma que trocaram juras de amor eterno.
Porém, a notícia dos encontros entre a princesa e o pastor chegou ao conhecimento do rei, que desejava ver a filha casada com um dos príncipes dos reinos vizinhos e logo a proibiu de voltar a ver o pastor.
A princesa, sabendo que a palavra do rei não volta atrás, acatou a decisão, mas pediu que lhe permitisse mais um encontro com o pastor do vale. O rei acedeu ao pedido.
Encontraram-se pela última vez sob a sombra da velha árvore e falaram longamente do seu amor e da sua separação. Enquanto falavam, choravam e tanto choraram que as lágrimas dos olhos azuis da princesa foram caindo no chão e formaram uma lagoa azul. As lágrimas caídas dos olhos do pastor eram tantas e tão sentidas que formaram uma mansa lagoa de águas verdes, tão verdes como os seus olhos.
Separaram-se, mas as duas lagoas formadas por lágrimas, ficaram para sempre unidas e são chamadas de Lagoas das Sete Cidades. Uma é a Lagoa Azul, a outra é a Lagoa Verde e em dias de sol as suas cores são mais intensas e reflectem o olhar brilhante da princesa e do pastor enamorados.
Apresento-vos um dos sítios mais lindos da ilha de São Miguel, nos Açores.
Esta foto foi tirada a caminho do Nordeste, um dos concelhos mais floridos e mais limpos da ilha. Esquecido pelos turistas e pelos próprios habitantes da ilha, devido às curvas e contra-curvas para lá chegar, o concelho do Nordeste é, muitas vezes, conhecido como a ilha décima.
Para quem está a pensar ir aos Açores e, em particular, a São Miguel, não deixe de passar pelo Nordeste e, se tiverem uns dias a mais, passem uma noite no Miradouro da Ponta da Madrugada, para verem um lindo nascer do sol.
Portugal é um país com sítios lindos, a maior parte deles por conhecer e as ilhas não ficam atrás em nada.
Beleza natural não falta, só é pena que para fazer turismo cá dentro é necessário os bolsos estarem cheios.
Hoje é véspera do entrudo. Por todo o mundo, onde este dia é comemorado, esquecemos as tristezas e tudo é folia.
É meu dever, como boa açoriana que sou, relatar como se brinca ao Carnaval na ilha de São Miguel.
Por esta hora, estamos a preparar-nos para o grande baile de gala no Coliseu Micaelense. Elas passaram o dia no cabeleireiro, eles a trabalhar. Depois do dia de trabalho estar passado, elas vestem os seus lindos vestidos de gala, eles os seus smoking. Como a noite vai ser longa e é preciso ter forças para aguentar o ritmo da banda, todos levam cabazes ornamentados com serpentinhas.
O giro é ir cedo e ficar a topar quem entra ![]()
Estão todos tão lindos. Mas o giro é ver as mesmas pessoas pelas 02:00 ou 03:00 da manhã. Entram belas, saem monstros (monstrinhos, vá lá) ![]()
Mas é giro! É tradicional!
O Coliseu Micaelense inaugurou-se a 10 de Maio de 1917. Na altura chamava-se "Coliseu Avenida" e desde sempre aquele imóvel é sinónimo de diversão para a sociedade micaelense. Para além dos filmes, do circo, das exposições, era o sítio onde a nata da sociedade micaelense ia passar as noites de carnaval.
Segundo Fátima Sequeira Dias, autora do prefácio ao livro Coliseu Avenida, Símbolo duma Geração, de José Andrade, "o Coliseu (...) foi concebido para oferecer grandes espectáculos (...)".
É tradição, ainda, para as camadas mais jovens, só sairem do Coliseu Micalense quando alguém da organização sobe ao palco e diz a frase: "Minha gente, vamos lá embora porque para o próximo ano há mais." E ver toda a gente a sair, a descer a avenida a caminho do Café Mascote para tomarem o pequeno-almoço.
Os mais valentes têm forças para ir até casa e prepararem-se para a Batalha de Água (ou Batalha das Limas) que decorre na Avenida Infante D. Henrique.
A minha batalha era feita na cama a dormir. A noite tinha sido muito longa, também eu chegava a casa como um monstrinho. Os contos de reis que tinha gasto no cabeleireiro já tinham desaparecido; a maquilhagem era uma miragem; os pés uma lástimas ... mas não havia problema! Saíamos do Coliseu já a pensar no próximo ano.
Tenho saudades do Carnaval micaelense! Vale a pena o dinheiro que se gasta! Vale mesmo a pena.
Num final de tarde, no Terreiro do Paço, em Lisboa, Manuel Buiça (professor primário expulso do exército) e Alfredo Costa (empregado do comércio e editor de obras de escândalo) estavam sentados no Café Gelo, a aguardar a sua vez de fazerem parte da história portuguesa.
Aguardam o regresso da família real - o rei D. Carlos, a rainha D. Amélia e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe.
Num fim de tarde, a Praça do Comércio viu sangue na sua calçada, o rei e o príncipe herdeiro tinham sido assassinados. O tiro atravessou o pescoço do Rei, matando-o imediatamente. Os populares desatam a correr em pânico.
Julgando que se tratava de um novo golpe de estado, a população de Lisboa refugia-se nas suas casas e a cidade fica deserta. Mas as tropas permanecem nos quartéis e a situação permanece calma.
Este post não serve para enaltecer a Monarquia, nem para a denegrir; tmabém não tem o mesmo intuito para com a República. Quem sou eu para opiniar sobre um e outro? Cada um tem a sua opinião e, quando bem fundamentada, é válida. Respeito uns e outros.
Apenas escrevi este post como uma homenagem à história de Portugal, seja ela boa ou má.
Hoje a minha linda mãezinha faz 54 anitos! Parabéns mãe!!!! ![]()
Estás longe e sinto muito a tua falta, dos teus sermões para não chegar tarde a casa, pela minha roupa estar a tresandar a fumo, dos teus desabafos, dos teus stresses.
Sinto mesmo a tua falta mãezinha. ![]()
Admiro-te por toda a força que tens apesar dos desgostos que já passaste; admiro-te por seres uma mulher forte e que me fez ser como sou.
Beijos grandes mãe! 
Adoro-te!!!!! ![]()
Sou um antigo amigo da carol o picoence perdi o co...
Olá.É verdade. Os Açores são de uma magia única. S...
É realmente fabuloso..só quem nunca esteve nas mág...
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